terça-feira, 1 de junho de 2010

Alter-ego-ísmo

Antes de tudo, ou de mais nada, quero que saiba que eu escrevo primeiramente para mim.

Escrevo para reler e gostar. Não me preocupo em ser meu primeiro e último leitor. Quero desvincular o texto das aspirações ou expectativas de outrem. A escrita pela própria necessidade de palavras. Deixo claro que não preciso ter leitores fiéis a quem agradar. Nem farei por onde.

Deixo livre o texto, para fluir quando e para onde quiser. Estou farto de escritas obrigadas, viciadas e pretensiosas. Este espaço é de des-leitura cotidiana. Matérias 'pagas' serão devidamente identificadas.

Mas isso não facilita as coisas. Na posição de meu-maior-crítico não saio escrevendo sobre qualquer dor de cotovelo. De cabeça, sim. Textos cefaléicos que contagiarão quem percebe-lê-los nas suas singularidades em conjunto.

Não espere palavras bonitas. Não espere palavras feias. Não espere.

O meu ego não precisa ser alter inflado.

Não vou divulgar.

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